sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Minha cara...

MISS IMPERFEITA - Texto da Martha Medeiros publicado na Revista do O Globo.




'Eu não sirvo de exemplo para nada, mas, se você quer saber se isso é possível, me ofereço como piloto de testes.

Sou a Miss Imperfeita, muito prazer.

Uma imperfeita que faz tudo o que precisa fazer, como boa profissional, mãe e mulher que também sou: trabalho todos os dias, ganho minha grana, vou ao supermercado três vezes por semana, decido o cardápio das refeições, levo os filhos no colégio e busco, almoço com eles, estudo com eles, telefono para minha mãe todas as noites, procuro minhas amigas, namoro, viajo, vou ao cinema, pago minhas contas, respondo a toneladas de e-mails, faço revisões no dentista, mamografia, caminho meia hora diariamente, compro flores para casa, providencio os consertos domésticos, participo de eventos e reuniões ligados à minha profissão e ainda faço escova toda semana - e as unhas!

E, entre uma coisa e outra, leio livros.

Portanto, sou ocupada, mas não uma workaholic.

Por mais disciplinada e responsável que eu seja, aprendi duas coisinhas que operam milagres.

Primeiro: a dizer NÃO.

Segundo: a não sentir um pingo de culpa por dizer NÃO.

Culpa por nada, aliás. Existe a Coca Zero, o Fome Zero, o Recruta Zero. Pois inclua na sua lista a Culpa Zero.

Quando você nasceu, nenhum profeta adentrou a sala da maternidade e lhe apontou o dedo dizendo que a partir daquele momento você seria modelo para os outros.

Seu pai e sua mãe, acredite, não tiveram essa expectativa: tudo o que desejaram é que você não chorasse muito durante as madrugadas e mamasse direitinho.

Você não é Nossa Senhora. Você é, humildemente, uma mulher. E, se não aprender a delegar, a priorizar e a se divertir, bye-bye vida interessante.

Porque vida interessante não é ter a agenda lotada, não é ser sempre politicamente correta, não é topar qualquer projeto por dinheiro, não é atender a todos e criar para si a falsa impressão de ser indispensável.

É ter tempo. Tempo para fazer nada. Tempo para fazer tudo. Tempo para dançar sozinha na sala. Tempo para bisbilhotar uma loja de discos. Tempo para sumir dois dias com seu amor. Três dias. Cinco dias!

Tempo para uma massagem. Tempo para ver a novela. Tempo para receber aquela sua amiga que é consultora de produtos de beleza. Tempo para fazer um trabalho voluntário. Tempo para procurar um abajur novo para seu quarto.

Tempo para conhecer outras pessoas. Voltar a estudar. Para engravidar. Tempo para escrever um livro que você nem sabe se um dia será editado. Tempo, principalmente, para descobrir que você pode ser perfeitamente organizada e profissional sem deixar de existir.

Porque nossa existência não é contabilizada por um relógio de ponto ou pela quantidade de memorandos virtuais que atolam nossa caixa postal.

Existir, a que será que se destina? Destina-se a ter o tempo a favor, e não contra.

A mulher moderna anda muito antiga. Acredita que, se não for super, se não for mega, se não for uma executiva ISO 9000, não será bem avaliada.

Está tentando provar não-sei-o-quê para não-sei-quem.

Precisa respeitar o mosaico de si mesma, privilegiar cada pedacinho de si.

Se o trabalho é um pedação de sua vida, ótimo! Nada é mais elegante, charmoso e inteligente do que ser independente. Mulher que se sustenta fica muito mais sexy e muito mais livre para ir e vir. Desde que se lembre de separar alguns bons momentos da semana para usufruir dessa independência, senão é escravidão, a mesma que nos mantinha trancafiadas em casa, espiando a vida pela janela.

Desacelerar tem um custo.

Talvez seja preciso esquecer a bolsa Prada, o hotel decorado pelo Philippe Starck e o batom da M.A.C.

Mas, se você precisa vender a alma ao diabo para ter tudo isso, francamente, está precisando rever seus valores.

E descobrir que uma bolsa de palha, uma pousadinha rústica à beira-mar e o rosto lavado (ok, esqueça o rosto lavado) podem ser prazeres cinco estrelas e nos dar uma nova perspectiva sobre o que é, afinal, uma vida interessante'.

(Martha Medeiros)

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Incríveis Você!

(Leandro- para Márcia Chicareli)

Incríveis diferenças desde o começo


Incríveis conversas no sossego

Incríveis vozes eu ouvi

Incríveis sorrisos eu vi



Incríveis mudanças senti

Incríveis vontades eu tive

Incríveis pensamentos, imaginei

Incríveis lugares - eu estive



Incríveis caminhos tomou e tomei

Incríveis saudades senti, sentirei

Incríveis eus refleti

Por serem incríveis VOCÊ

... e eu cri.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Conversa de Elevador...

Márcia Chicareli Costa -
em: Mais uma prosa!

Moro há muitos anos no mesmo prédio e talvez hoje tenha sido a primeira vez que me arrependo em morar no primeiro andar.


Como de costume, fui dar aula e com isso cheguei em casa bastante tarde, a garagem estava lotada, fiz todo o quarteirão para colocar o carro no Térreo, havia um carro na minha frente praticando a mesma peripécia. Estacionei, desci do carro e o vizinho fez o mesmo, nos esbarramos indo para a guarita deixar as chaves dos veículos – aqui cabe um apontamento – nunca tinha visto este vizinho no prédio, digo nunca porque ele é inesquecível. Alto, forte, cabelos cacheados castanhos claros e olhos azuis, nossa, jamais esqueceria um homem assim.

Naquele momento sinos começaram a tocar e borboletas começaram a borboletear no meu estômago, ele quis ser simpático e eu paralisada.

Esperando o elevador, começou o diálogo...ele diz:

- Boa Noite!

- Boa noite, tudo bem?

- Bem e você.

- Ah! Bem também.

- As contas nunca atrasam não é mesmo?

- É verdade, nunca atrasam.

(Torci para que o elevador estivesse no 15° andar, mas estava no subsolo...)



Ele abriu a porta e gentilmente a segurou para que eu pudesse entrar, agradeci:

- Obrigada!

- Não me agradeça.

Antes da porta do elevador fechar, ouvimos um grito de outro vizinho, como se estivesse torcendo para o futebol e ele disse:

- Nossa, o que será isso?

- Pois é, nem é o jogo do Brasil e já estão comemorando.

- É verdade, e me diga, você acha que o Brasil ganha essa Copa do Mundo?

Olhei bem no fundo dos olhos dele e disse:

- Não! Quem leva a Copa é a Alemanha.

- Você acha mesmo?

O elevador já havia chegado no PRIMEIRO andar, onde moro. Que arrependimento!!

Com a porta ainda aberta eu disse:

- Sim, você viu o jogo deles? Mandaram muito bem...

- Não vi. Foi hoje?

- Não. Bom, Boa noite então!

- Claro. Boa noite para você também.

Fechei a porta do elevador. Para minha nada surpresa a porta se abre novamente e ele diz:

- Você vai assistir o jogo aqui amanhã?

- Não, vou para um Churrasco.

- Ah! Entendi, então Boa Noite novamente.

- Boa noite.

Quando coloquei a mão na porta para entrar no apartamento ouço:

- Tomara que o Brasil ganhe amanhã, né?

- Sorrisos!! Sim tomara.

- Então ta bom, boa noite.

- Boa noite!

Entrei em casa e minha filha estava na cozinha, eu disse:

- Nossa, subi de elevador com um vizinho lindo, nunca tinha visto ele por aqui.

- É mesmo? Como ele é?

- Tipo alemão. Alto, forte, olhos azuis e cabelos cacheados, na verdade parecia um Anjo!

- Hum! E será que não era?



Bom meus queridos, passo bem. Mas notem que dei a Copa para a Alemanha.

Não sei se os Anjos existem, mas eu tenho um vizinho que fez falar bobagem.

Claro que a Copa é do Meu Brasil!!



Bom jogo amanhã.

Beijos no coração, mas só nos corações que amam!

terça-feira, 25 de maio de 2010

Peito Cheio!

Márcia Chicareli Costa

Despertei com meu peito cheio, não era de nenhuma patologia das vias respiratórias, não, era um peito cheio de algo que me deixou muito tempo sem saber, estava cheio e mais nada.


Meu peito se encheu de amor, o amor em alguém e em algumas coisas contempla a felicidade em viver cada segundo de vida, não a sobra da vida, a vida de fato.

Um desejo tão grande realizado. A espera pelo encontro. As tantas vezes que quis e não conseguimos, pela proibição, pela questão mais original do humano, querer e não fazer.

Cada gesto, cada olhar, cada sorriso, sorria em mim o peito cheio de amor...

Uma paixão dessas que passa e a gente percebe que valeu a pena esperar e mais que isso vale a pena viver quantas vezes puder, sem querer e sem marcar, quando e se der, no encontro das tuas coisas ocupadas.

Ocupou-se também de mim, e o peito cheio, cada vez mais cheio de amor, paixão e sensações proibidas e vividas ali, a dois.

Enchia meu peito sabê-lo perto, enchia meu peito saber seu desejo, enchia meu peito tê-lo visto, enchia meu peito saber você...

Hoje acordei e meu peito estava ainda mais cheio. Meu peito enche a cada lembrança do que vivenciamos naquela manhã de outono...meu peito estufa de tão cheio.

Seu corpo aqueceu cada frio meu, meu corpo entrelaçou cada desejo seu, nossos corpos estavam precisados um do outro e o peito cheio...tira o ar este peito cheio...aquece a alma este meu peito cheio...me interesso em viver mais e mais emoções somadas e o peito cheio, cheio de amor, cheio de paixão, cheio das sensações que escolhemos viver.

Agora me despeço, sigo com o peito cheio, você abre a porta, para que eu vá e possa voltar este meu peito cheio.

Eu e meu peito cheio....................sempre muito cheio!!

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Teu Abraço!

Márcia Chicareli Costa



Quando você me abraça, você me acolhe e me engole em teus braços.

Quando você me abraça, solto todo meu corpo e você o segura com conforto.

Ah! Quando você me abraça...

Você sabe abraçar afeto.

Abraçar carinho.

Abraçar quentinho!

De você o que eu mais quero são seus abraços destes braços que me envolvem e me acolhem...

Você tem braços para um abraço. Abraça abraçado. Envolve e enrosca, bom sentir.

No cinema me abraça. Na rua caminhando, me abraça. Tem tanta graça esse abraçar...

Então, hoje, quero te devolver todos os abraços que um dia você me deu!

Quer de volta?

domingo, 25 de abril de 2010

"Você sabe?"

Autor: L.


Dou-lhe uma chance de dizer

Mas antes, vou esclarecer

Se não houvesse volta nem tempo

Saberia dizer o que quer?



Viria do livro, do bolso ou do braço?

Seria livre, doloroso ou rápido?

Satisfaria a dama, o rapaz ou um pássaro?

Saberia dizer o que quer?



Houvesse a chance de escolher

De dizer, decidir, de agir

Saberia dizer o que quer?

Ou você só sabe o que não quer?



Pois é...

domingo, 18 de abril de 2010

Façamos o seguinte então...

Márcia Chicareli Costa

Façamos o seguinte então, quando um pensar no outro, vamos pensar bem baixinho, assim ninguém nos ouve.


Façamos o seguinte então, quando nos encontrarmos novamente, nos encontraremos no escuro, assim ninguém nos vê.

Façamos o seguinte então, quando nos falamos no telefone, falaremos de banalidades, assim nossos corações não se reconhecem, que tal?

Façamos o seguinte então, quando você estiver em mim eu disfarço e quando eu estiver em você faça o mesmo.

Façamos o seguinte então, vamos aproveitar cada segundo do que temos nosso, depois separamos o que é seu e o que é meu, pode ser?

Façamos o seguinte então, não pense mais em mim naquela esquina, prometo não pensar em você olhando o quadro do artista.

Façamos o seguinte então, eu volto para Cuba e você segue para Praga, que tal assim.

Façamos o desencontro ser sincero, sem prisão no pensar, no sentir e no desejar...

Façamos o seguinte então...vamos!

terça-feira, 13 de abril de 2010

Eu não me engano!

Márcia Chicareli Costa

Muitas vezes não sabemos mesmo por onde começar. Alguns simplistas diriam que pelo começo e eu complexa que sou, perguntaria, onde então será o começo?


Confesso que algumas vezes sinto muita graça de algumas coisas que acontecem nos meus dias, lindos dias estes meus, não posso reclamar deles não.

Tem gente importante e especial, que de tão importante e especial desaparece ou eu faço desaparecer e depois reaparece ou ainda, comportamento repetitivo, trago de volta. Quem sobrevive a isso comigo está, quem não – eu conheço?

Enfim, isso nem é o mais importante. O importante é que estão e são pessoas especialmente desnecessárias para eu viver uma vida centenária.

Ouvi algo assim: Quem já levou uma bronca sua, sente receio em dizer “oi”. Gente, isso é definitivamente engraçado. Eu jamais daria uma “bronca” em alguém se este alguém que lê e sabe disso, não tivesse me dado um motivo real. Exagero meu? Talvez, mas sou assim, quem me sabe também sabe disso.

Ei! Já tentei ser diferente, mas pós tantos ataques decidi me defender, entende isso? Essa questão de saber falar a verdade para mim é efetivamente muito mais importante do que a reação que terei pós mentira ... mas isso é meu, não é seu, certo?

Encantamento, conquista, chance, são tantas e mais outras tantas palavras para definir uma só, a falta, que senti de você.

Sou inteira, não sou partes, mas você estava presente em uma ausência constante e quando quis chegar fechei a alma. Te magoei magoada. Nada além disso.

Eu não me engano, nem em atitudes, nem em palavras e muito menos em mensagens, o recado era para você sim e você sabia disso deste o início, tanto que retribuiu imediatamente com uma ligação.

Você pensa para falar comigo porque sabe que tenho a resposta do não vivido mas sentido intensamente em momentos ímpares de uma história sem contorno. Frente a frente, olho no olho, palavras nas palavras e mais que isso desejo desejado nunca antes pensado mais sempre sonhado.

Você diz que sou inteligente e lê um discurso que fez marejar meus olhos logo após ter lido com tanto amor um texto meu que dói tanto, me fez rever coisas e pensar que mesmo indo conseguimos ficar. Por que assim? Por que!

Com suas estratégias calculadas você tentará encontrar respostas e eu, ah eu, vivo e sinto, sinto muito, sinto pouco, e falo você sabe, falo o que penso, como penso e quando eu penso. Compartilhar com você uma conquista tão grande para mim e ser acolhida em seu mais honesto parabéns, eu agradeço e reconheço, estamos na vida para viver.

Se um dia eu não puder mais ser uma acadêmica honesta, eu prometo, serei honesta.
Jamais esquecerei essa frase!

Bem vindo. Toma mais um café?

terça-feira, 9 de março de 2010

Despedida!

Márcia Chicareli Costa


Hoje eu chorei, chorei porque perdi, perdi uma esperança tão ingênua.

Perdi a crença de que seria possível salvar.

Deixei para trás pessoas que amo e trouxe comigo no coração.

Não consegui dizer Adeus, nem Até Logo...não consegui!

A tristeza tomou conta do meu coração, doeu e dói.

Me esforcei, dei tudo de mim, mingüei...acreditem!

Tudo que fiz foi por puro amor e dedicação a uma crença, não há arrependimentos.

Há um vazio, um lugar imenso aberto bem no meio do peito, no coração.

Não me importo com o que pensam, nem com o que falam, me importo apenas com o que sinto e sinto muito.

Sua voz e seu choro me comoveram, sei que foi honesto e sincero como eu fui durante todo o tempo que juntos estivemos. Eu tive que ir...venha também, vamos, que tal?

Estou sempre por aqui e carrego comigo todas as sensações que vivemos juntos e separados.

Não dá para negar que foi maravilhoso cuidar de gente e ensiná-los a serem pessoas melhores.

Não quero ser exemplo, não quero ser espelho, não quero ser modelo, mas eu sou.

E se sou é porque vocês me fizeram ser...

Estou aqui fora, esperando cada abraço, cada sorriso, cada angustia e cada ansiedade, para juntos caminharmos para o mesmo lugar!

Eu só tenho a agradecer, vocês me formaram uma pessoa melhor. E por isso eu sinto tanta dor. Sigo me preenchendo de vocês. Nas lembranças e na vivência intensa...

Podem chegar, aqui tem colo para todo mundo.

Eu e vocês, todos, num solto caminhar...rumo a paixão que é a PSICOLOGIA.

09/02/2010

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Confissões de mais um Final de Ano!!

(Márcia Chicareli Costa)

Bom, como todos que me conhecem sabem, minhas exigência interna chega a níveis insuportáveis, embora, eu tenha mudado. Um pouco! Mas já em estado pleno de mudança confesso. O Ano foi agitado (2009), muito bom no meu trabalho, fixando metas e dando conta de todas elas, fazendo escolhas, aceitando desafios e no final das contas, consegui cumprir com todos os meus propósitos profissionais. Claro, agora estou focada na meta do doutorado, mas isso ficará para frente. Atualmente ser Mestre me basta.

De tudo que veio acontecendo durante o ano o que mais me deixou assustada foi que meus filhos realmente cresceram; como gente cresce rápido. Minha filha, que noutro dia fazia manha pedindo “tetê” este ano se forma em Psicologia, igual a mim, vejam que vida que se cruza. Foi atrás do namorado que desejou com tanto afinco que conseguiu, como fez quando aprendeu a andar de bicicleta, equilibrou-se sozinha e enquanto não o fez não desistiu, mulher de garra minha pequena guerreira.

O filho! Este a cada dia me surpreende mais e mais. Cresceu e já é um homem, sim, independente quando lhe convém e absolutamente dependente quando também lhe convém (próprio do gênero masculino), esteve fora do País este ano por duas vezes, foi para Miami no início de 2009 e em julho para Londres e França, realização de sonhos. Mudou de escola e a adaptação não foi nada perturbadora, passou de ano direto para o orgulho e vaidade da mamãe super-protetora e que meus alunos não me leiam.

Eu! Poxa. Eu estive perdida, depois me encontrei e havia momentos em que me perdia novamente para ter o gosto saboroso em me encontrar. De nada me arrependo. Tudo que fiz foi por escolha, desejo e prazer, algumas coisas deram muito certo, outras nem tanto, mas como tudo na vida é processo; continuo tentando.

Viajei! Sozinha! Natal, Rio Grande do Norte. Aeroporto, Check-in, Avião, bagagens e eu ali, sozinha, que prazer eu vivi. Sol, Mar, pessoas estrangeiras e também brasileiras e eu no meio daquilo tudo, cultura, música, dança, propostas, enfim, eu vivi!

Descobri que alguns amigos são apenas colegas e que alguns colegas são grandes amigos, como deve ser a vida, entendida no percurso.

Vivi paixões, sempre as vivo, mesmo que sejam paixões vividas só por mim, eu gosto de me apaixonar, preciso dessa energia correndo pelas minhas veias durante todo o ano. Fui descobrindo que em alguns simples gestos estão as maiores e melhores alegrias em estar vivo. Tive até festa surpresa de aniversário, com bolo e vela mágica, flores e presente. Carinho puro, afeto sem limite, um cafuné.

Estudei todos os dias do meu ano porque estudar é algo que me dá imenso prazer. Não deixei a terapia, preciso dela para me entender em cada passo dado, saber de mim, firme sigo me conhecendo para me apresentar as pessoas que chegam em minha vida, algumas vem e ficam, porque se encontram e vêem sentido, outras chegam e passam porque afinal não são as minhas pessoas eternas, porém, serão sempre lembradas. Será?

Minha família continua sabendo pouco de mim, fiz um Natal do meu jeito, com gente que vive no meu peito e ainda com visitas de duas menininhas que moram numa Instituição abrigo para dar o tom, a cor e o sabor de um Natal mais especial.

Final do semestre eram tantos Trabalhos de Conclusão de Curso que eu já não sabia mais como daria conta e finalizamos com notas boas e dignas de tanta dedicação. Minha e dos meus alunos. Recebi reconhecimento, carinho e acima de tudo mérito. Fiquei com os meus e dei aos que pertenciam os deles, meus alunos queridos que me ensinam muito mais do que imaginam. Minhas pessoas que atendo em Clínica são sempre muito importantes para mim, trazem consigo uma ansiedade em respostas prontas, receitas de bolo para viver feliz, e fazê-las entender que não há mágica torna meu trabalho ainda mais excitante. Vem ai um ano novinho em folha! Quero vivê-lo tão intensamente quanto tem sido minha vida até então, preciso ser menos agitada, mais calma e centrada para não me desgastar tanto.

Chegaram as férias e eu pensava muito em dirigir na estrada durante horas, de tão cansada não imaginava que seria tão calmo o caminho. Paramos em Curitiba e lá ficamos uma noite, meu filho saiu com uma amiga que mora por ali e eu, filha e genro fomos jantar no shopping que havia ao lado do Hotel. Tudo perfeito!

Chegamos em Floripa e acreditem, nossa estadia começaria no Residencial que estamos acostumados a ficar 2 dias após nossa chegada, então nos hospedamos num hotel do outro lado da rua e lá ficamos, meio desnorteados, mas isso não nos impediu de aproveitar o mar, a beleza de Florianópolis, os risos pelos imprevistos e assim seguimos para a virada. Hoje é o último dia do ano, não daria para não agradecer ao Universo pela existência concedida. Pelas energias que fluem como as ondas do mar. Vezes fortes, como na Praia Brava e noutras tranqüilas como em Canasvieiras e Jurerê.

Tudo pronto para mais uma virada. Mais um recomeço. Mais um ano inteiro para o Amor, a Saúde, as vibrações positivas e que isso seja também uma oração de agradecimento pela vida e pelos momentos que recebi de presente.

A todos os meus amados, daqui e do além, que Deus permita mais um ano de muitas realizações e vitórias, superações e emoções positivas, que venha a nova era!

Beijos no coração, mas só no coração de quem ama!