quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Quarenta e Quatro!

(Márcia Chicareli Costa)

Mais um ano de vida, é legal passar dos 40 a velocidade aumenta.

Festa surpresa que de tão surpreendente parecia a primeira de uma vida.

Flores cor de rosa e rosas vermelhas, dadas por amores diferentes, todos inocentes.

Parabéns e saúde, muitos anos de vida e sucesso. Confesso, estou na luta!

Amigos e familiares, pessoas que são e que estão em mim...

Amo ser amada assim!

Nada dói, tudo fica claro, brilhante e você coloquei na estante.

Mais um ano de vida, essa vida que chama e engana e pede não aceitando.

Bom viver aqui, bom ter vindo daí. Além de alguém.

Alguém que foi me ver e não viu! Ia surpreender e então a surpreendi.

Pequenas lembranças em presentes na presença de cada abraço dado.

Pessoas amadas o meu, muito obrigada!

Aquele amigo que eu disse que não gosto mais, deixa recado no celular.

Ouvir a voz dessa pessoa me fez acreditar que minha dor passará. Passou!

Sou suspiro da sua torta de limão...

Voltei assim inteira em mim. Tocaram minha alma e isso me acalma.

Lá se foi mais um ano nos meus 40, agora já são 4.

Aos recados agradeço, aos textos dedicados me emociono e a pessoa que chega...

Um dia, se não mais me quiser, diga devagar...

São tantos amores perdidos, outros tantos conquistados e testados...

E de tudo isso o mais importante que fiz, foi ter a vida amado!

Ei! Senti falta do seu recado...fica para o ano que vem.

Vocês habitam minha existência com muita presença.

Quero vocês sempre assim, pertinho de mim.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

O Mensageiro - prosa!

(Márcia Chicareli Costa)

Algumas pessoas gostam da minha companhia porque definitivamente sou engraçada. Nas situações mais tensas que alguém possa imaginar, lá estou eu e o meu humor, as vezes errante noutras certeiro.


Vou contar-lhes uma prosa.

Amigos para mim são anjos mandados pelos céus e eu os acolho e recebo em meu coração, sem fazer check-in, vão direto pra sala vip do meu amor.

Uma amiga, das mais queridas, inventou de aprontar uma doença que não cabe dizer aqui porque a prosa é engraçada e não trágica.

Pois bem. Eu aviso e quem avisa amigo é: Vou levá-la ao hospital, ficarei lá com você e farei companhia para o tempo passar mais rápido.

No primeiro momento ela disse que não era necessário e eu disse: Bom! Irei de qualquer modo, se você não quiser ir fica a seu critério, não posso forçá-la; ela sorriu e disse: Mas quem vai fazer a cirurgia sou eu e eu complementei: Então é importante que você vá também. Entre risos e graças, chegou o tal dia e fomos nós, as inseparáveis.

Na recepção, mais parecia que tínhamos chegado num Hotel 5 estrelas e não em um hospital, mas isso deixo para uma próxima prosa.

A moça que nos atendeu, deveras atenciosa, disse para que aguardássemos que o mensageiro iria nos buscar para levar-nos ao quarto. E então convidei minha amada amiga para ir até a capela rezar por ela, por mim e pela humanidade e assim fizemos.

Depois disso, ficamos por ali até que surge um cavalheiro e diz o nome da minha amiga e pede para que a gente o acompanhe e assim fizemos.

Na espera do elevador ele perguntou se éramos irmãs e eu disse que somos mais, muito mais que irmãs, que somos amigas e ele afirmou com a cabeça e disse que nos parecíamos, eu achei graça, claro, afinal eu e ela somos o oposto, eu alta e meio magra ela baixa e meio “gorda” – desculpa amiga – só ilustração.
Eu cabelo curto e pintado de loiro e ela cabelo curto castanho escuro com mechas claras, eu olhos claros e ela escuros, enfim, opostas.

Contei isso para algumas pessoas e me disseram que era uma paquera, mas eu ainda penso que a maldade está na cabeça de quem pensa. Um homem tão gentil. Ajudou nas questões de liga e desliga do quarto que minha amada amiga ficara hospedada e ao sair apontava para as coisas com um linda caneta Mont Blanc, e eu disse: Gostei da sua caneta. Ele prontamente, eu diria que até prontamente demais, perguntou: Quer para você? Aqui cabe uma ressalva. Estou trabalhando em minha terapia pessoal a possibilidade real dos homens se aproximarem de mim pelo simples fato da minha presença – nem eu entendo bem isso ainda – seguindo na prosa, eu disse: Você vai me dar? E ele insistiu: Você quer? Eu disse: Quero! E ele me deu a caneta. Bom! Isso tudo não teria nenhuma importância maior se a caneta não fosse idêntica a uma que carrego há 10 anos em minha carteira e não uso para não estragar, não perder, acabar a carga...quando elogiei a caneta dele era para dizer que era igual a minha, mas de alguma forma ele me deixou calada e aceitei a caneta. Pensei inclusive que fosse uma ching ling, falssiê, dessas da 25 de março, mas pasmem, é uma original.

A questão é: O mensageiro praticou o desapego?

Abraços meus amores e proseamos mais na próxima canetada ou seria na próxima cantada?

Crônica não, crítica!

(Márcia Chicareli Costa)

Hoje entrei em uma loja num shopping Center da Cidade e pedi a melhor marca que tivessem a venda de amor.


A vendedora me olhou assombrada e perguntou: Amor?

Sim, amor, querida! Qual a melhor marca vocês tem aqui para vender?

Indignada ela respondeu: Não vendemos amor, moça!

Ufa, que alívio, disse a ela. Via a loja tão lotada que imaginei que estavam vendendo algo do interesse da humanidade, mas vi que estava errada, seguirei minha caminhada, obrigada!

Pensei então, se ali não vende amor e a loja está lotada, por isso o peito das pessoas ficam tão vazios, pessoas que pretendem ter e nunca ser, querem pacotes de presente contendo mesmo que seja um grama de algo palpável.

Dizem que não se palpa o amor. É! Vivo num mundo errado, esse mundo meu que ama.

Noutro dia disse para duas amadas pessoas: Preciso é se doar. E um desavisado respondeu prontamente: É, não se pode trabalhar de graça. Tive que parar aquele pensamento e concluí; doar e dar o amor que se tem, não falamos aqui em dinheiro ou salário Caro e muitíssimo Caro colega. Ah! Mas a situação era engraçada. Eu não desejava que as pessoas usassem o que eu falo como uma verdade absoluta, nem como uma reza que vem de uma crença, mas que reflitam sobre o que foi dito, mas impressiona o quanto o ser humano busca ter razão, olha ela aqui, apareceu. Quem sabe tem razão. Gente! Não tem podem confiar, em mim, quem sabe, simplesmente sabe e mais nada, é um saber sagrado, algo que está na alma vivenciado, não existe nada mais próximo de ser do que o saber...

Cada dia que vivo acho que as coisas ficam mais e mais engraçadas. Ir e vir, num corre- corre tão maluco por presentes e subtraem a presença. Estranho ser em mim, mas gosto. Já aceito isso aqui que sou. Falo sem medo de errar e mesmo assim sou corrigida pela razão, pobre pessoa.

Ei! É muito mais fácil que isso. Doar-se é dar de si, amigo querido, tão limitado – e não trabalhar de graça – isso seria voluntariado.

Repense colega seu lugar na profissão...re_significação!!

Exaustão!

(Márcia Chicareli Costa)
Final de mais uma jornada. O ano que foi se acaba e renova-se a esperança de que haverá algo diferente pela frente. Ledo engano pessoas queridas, fizemos apenas mais um fim. Finalizamos diariamente e isso confunde tanto nossa mente e mente...


Amanhã será hoje novamente e dia a dia seguiremos assim, finalizando para um recomeço de tropeços, farras e farsas.

Pessoas vem e vão, amigos achados nos pedidos, gente que chora e gente que sorri.

Seqüência na ausência, conseqüência.

Desencontro dilacerante de algo que se busca e nem percebe que já está. O que ou quem é o que chamamos de Futuro? Um muro! Divisão imperdoável entre o aqui e o agora para o depois quem sabe, talvez, quem fez!

Deixe para depois, deixe para quando der, deixe...sabe-se lá se haverá outra chance, será mais um lance, tente, ou alcance.

Angustias e ansiedades, uma linda e torta amizade, quem é você que me diz que o uso de máscaras sociais são necessidades? Não lhe conheço por este preço. Magoa a toa. Não precisa fingir para mim, seu compromisso te faz omisso, um lixo bicho daquilo que não aceito ser!

Verdade na sua mentira despeço-me de sua tentativa insana em buscar com gama minha aceitação para tal situação. Avance, vá, mas jamais me diga que devo aceitar.

Faço minhas as coisas que minhas são. Se tu não podes, eu não entendo não. Vem, vamos, mais um desencontro de tanto tempo, pode ser, eu sei que agüento!!

Tantas coisas aconteceram e você era uma farsa, falsidade em estar inteiro agora amigo que era meu, sinta-se livre para ser quem você diz que precisa ser.

Perdemo-nos, eu de você e você de mim, mais jamais eu de mim e você de você mesmo.

Vá! Peço que não se despeça.

Vá! Não argumente.

Vá! Um dia quem sabe a gente se encontra lá.

Quero, quero sim, mas tem que ser de verdade! Cara limpa. Para sorrir e para sofrer, mas efetivamente viver!

Vá, não fique onde está, é hipócrita ai.

Sai...vá!

Cara e Coroa...

(Márcia Chicareli Costa)

Então a tarefa é explicar, explicar o que é amar!

Essa lição eu não aprendi, foi nesta aula que não estive...

Não explico o que sinto, aprendi assim.

Se é matemática ou tática não sei, mas onde você me colocou não colou!

Não fiquei...

Você também foi embora e eu?

Você quer compreender e não viver!

Segue firme, lá na frente sua dor será sanada e essa paixão não valeu nada!

Se não é nada...

(Márcia Chicareli Costa)




Se não é nada, porque sinto sua falta?

Se não é nada então, porque não deleto você do meu coração?

Se nada é nada; e nada é a possibilidade em ser, por que?



Deitei no seu peito, recebi seu abraço, senti um cansaço...

Você me acolheu em silêncio, voltou seu olhar para o teto, tentou me reconhecer.

Só podemos assim, de olhos fechados.

O medo impede a vida pede.

Não é nada então, então vá e saia do meu coração!



Sem norma, sem regra, sem nada então...

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Sumi!!

(Marta Medeiros)

Sumi porque só faço besteira em sua presença, fico muda


quando deveria verbalizar, digo um absurdo atrás do outro quando

melhor seria silenciar, faço brincadeiras de mau gosto e sofro

antes, durante e depois de te encontrar.



Sumi porque não há futuro e isso não é o mais difícil de

lidar, pior é não ter presente e o passado ser mais fluido que o ar.



Sumi porque não há o que se possa resgatar, meu sumiço é

covarde mas atento, meio fajuto meio autêntico, sumi porque

sumir é um jogo de paciência, ausentar-se é risco e sapiência,

pareço desinteressada, mas sumi para estar para sempre do seu

lado, a saudade fará mais por nós dois que nosso amor e sua

desajeitada e irrefletida permanência.