sábado, 22 de agosto de 2009

Tatuagem do Amor!

(Márcia Chicareli Costa)

Caminhei vidas para chegar onde estou. Gosto daqui. Me encontro num momento onde tudo gera sentimento. Sim, sinto dor. Sinto na pele a sensibilidade da flor que nada fala, mas nos mostra com tanta beleza que no amor ainda existe a certeza de uma paz serena, pequena, amena.Quem não viveu noutra vida pouco sabe sobre feridas abertas, tão certas, que só vivendo novamente se poderá curar, poder pro nada olhar e construir um tudo imenso, onde do sereno sai a imagem tatuada na lembrança, na imaginação da criança que vive dentro de nós. Crença, existência, paciência... palavras necessárias no ir e vir da longa estrada instalada em cada vida vivida!Sentindo a emoção, passo sempre pela louca razão que, de tão louca, perde o caminho e segue de olhos fechados em busca de sentimentos puros. Se os encontra, isso não sei. Posso afirmar, porém, que é preciso acreditar, que para viver é preciso amar, mesmo que esse amor seja pequeno, gigante talvez, mas que seja sentido e não fingido, iludido, corrido...Caminho ao encontro da luz que as nuvens me passam, que o céu por excelência retrata, a imaginação de tocar o vazio que existe na imensidão de ser, de estar, e poder na escolha ficar. Por costume, acomodação talvez, deixamos de lutar, brigar, suar, em busca da vida plena. A alma serena espera que o corpo cansado nunca deixe de sentir, de fato, que há esperança em amar. Por isso grito, eu sempre acredito, minha alma nunca cala, ela fala como a flor, na imagem tatuada do amor.A vida amiga, a alma querida, a coragem contida, decreto e insisto, caminhe e busque ele, o amor, que passa por nós a cada segundo, seja grande, seja pequeno, mas que seja amor!

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